sexta-feira, 22 de julho de 2011

Violência, como lidar nesta situação!!!



Os profissionais de saúde pelo trabalho que exercem a comunidade, encontram-se em condições mais favoráveis para observarem riscos e identificar as possíveis vítimas de violência intrafamiliar. Frequentemente quando ocorre violência os primeiros a serem informados são a equipe de saúde, o motivo é atendimento, que normalmente é mascarado por outros problemas ou sintomas que não condizem, em elementos para um diagnóstico.

A carência de serviços ou respostas sociais adequadas, e a intervenção apenas pontual, são além de um obstáculo, um retardo na solução do problema. O sistema de proteção e o sistema punitivo não têm conseguido diminuir a incidência da violência ou amenizar os seus efeitos. O profissional de saúde tem como responsabilidade estar alerta, quanto à possibilidade de um elemento da família estar praticando ou mesmo sendo vítima de maus tratos, mesmo que não haja, de imediato, indicações para suspeitos.

Observando, fazendo visitas domiciliares mais freqüentes, fazendo perguntas diretas ou indiretas a alguns membros da família, podem surgir situações reveladoras, se o agente de saúde ou até mesmo o enfermeiro tiver todo um cuidado e uma atenção voltada para estas questões. Mesmo que a família procure esconder tais acontecimentos, a amizade já existente pelas freqüentes visitas resultará numa confiança por parte do profissional que acarretará a uma conversa futura, criando novos espaços de ajuda.

Quando a vítima não tem capacidade de tomar decisões, a equipe de saúde precisa oferecer orientações e base para que a mesma venha a entender melhor o que está acontecendo com ela, e assim procurar as soluções possíveis, tomando a decisão que melhor lhe convier. Esta base, esse suporte deve incluir serviços especializados como: área da saúde, social, segurança e justiça; e da comunidade como: associações de moradores, grupos de mulheres, grupos religiosos. A equipe de saúde, nem a vítima, devem agir a sós para evitar riscos maiores.

Os serviços precisam estar equipados com instruções, telefones de emergência e recursos, caso uma pessoa ou família possam recorrer e que precisam estar ao alcance da população. A equipe de saúde durante todo o processo de atendimento das situações de violência intrafamiliar, devem ter uma preocupação ética com a qualidade da intervenção e suas conseqüências.
O compromisso da confidência é primordial para que o cliente sinta confiança. Os modos de agir, as ações da equipe, devem incluir formas para proteger o sigilo das informações. No caso de crianças e adolescentes o profissional de saúde é obrigado por lei a notificar o Conselho Tutelar, quando da suspeita ou comprovação de um caso de violência. Esta medida é importante para a proteção da criança ou adolescente. É importante explicar para a família que mesmo ocorrendo esta notificação o sigilo continuará a ser preservado.

Na situação de violência intrafamiliar significa fazer parte de um caminho delicado e complexo. Colocar detalhes muito pessoais e dolorosos a um estranho pode ainda mais fragilizar a vítima, provocando fortes reações negativas. O profissional deve ter consciência disso e ter uma atitude compreensiva e não julgadora. Ao sofrer violência cada um lida com essa situação de forma a ser melhor para si, as vezes o fato de pedir ajuda não significa que esteja em condições de colocá-lo em prática, devido aos complexos efeitos da violência sobre o seu emocional.

O profissional deve fazer que seu cliente confie e invista na sua capacidade para enfrentar os obstáculos. A violência intrafamiliar afeta a todos que de alguma forma se envolvem, e os profissionais da saúde não poderiam ser diferentes. O contato com situações de sofrimento, risco, insegurança e os questionamentos, bem como a importância em ter soluções imediatas, exigem um tempo de auto dedicação para proteção e alívio de tensões. Por isso é necessário que se crie oportunidades de discussão, sensibilização e capacitação que proporcionem um respaldo à equipe para expor e trabalhar seus sentimentos e reações.

Autora:EnfªDrªMaria Amélia da Costa Rech

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O Trauma

                                                                                                     

É notável que nos últimos anos a taxa de mortalidade e morbidades decorrentes de acidentes de transito e praticas de violência vem aumentando, e isso tornou-se um serio problema de saúde, consequentemente, ações preventivas e vias de tratamentos vem sendo um dos principais foco de estudo em todo mundo, tentando assim descobrir novas maneiras de enfrentar está problemática. Nos USA o trauma é a principal causa de morte em pacientes menores de 35 anos, e é responsável por 10% das mortes entre toda a população adulta do país, no Brasil é a 3ª causa de morte e a principal entre os jovens. Além disso, as seqüelas promovidas por esta dolentia, provocam incapacidades graves e moderadas em mais de 45 milhões de pessoas em todo mundo. Os pacientes traumatizados são diferentes de qualquer outro tipo de doente, pois na sua maioria trata-se de pessoas hígidas em bom estado de saúde, que subitamente, devido a algum tipo de acidente passa a se encontrar em um estado grave, o qual necessita de atendimento imediato, então para total sucesso no tratamento é necessário que o paciente seja manuseado corretamente desde o local de atendimento até o hospital. O socorrista tem maior chance de ajudar um paciente traumatizado do que qualquer outro paciente, o atendimento ao traumatizado é praticamente dividido em pré-hospitalar e intra-hospitalar. E é os cuidados pré-hospitalares que geralmente fazem a diferença entre a vida e a morte, ou entre uma seqüela definitiva e a temporária. Lembrando que mais da metade das mortes no trauma ocorrem por acidentes automobilísticos ou uso de arma de fogo, e estas duas práticas são totalmente evitáveis quando se instala um bom trabalho preventivo. A primeira fase de morte no trauma ocorre desde poucos minutos até 1hora após o trauma, nesta fase o dano absorvido pela vitima é independente do atendimento médico ou do socorrista, a melhor forma de evitar estes óbitos é com prevenção, educação e estratégias de segurança. A segunda fase ocorre nas primeiras horas após o incidente, é nesta fase que uma boa ação pré e intra-hospitalar fazem a diferença. A terceira fase acontece nos primeiros dias até varias semanas após o evento, e geralmente os óbitos desta fase são decorrentes de falência em múltiplos órgãos, e infelizmente a medicina tem muito que aprender no combate desta desordem.
Observando todos estes parâmetros o trauma é um grande problema de saúde no mundo, e por atingir principalmente pessoas ativas, torna-se um distúrbio socioeconômico evidente e crescente, hoje temos uma padronização no atendimento às vitimas do trauma através do Prehospital Trauma Life Support e o Advanced Trauma Life Support, estes programa tem como objetivo desenvolver através de estudos, novos aspectos de abordagem ao traumatizado, visando um atendimento rápido, seguro e eficaz. Sendo assim atualmente existe um bom atendimento tanto pré-hospitalar como intra-hospitalar disponibilizado para pacientes traumatizados, mas então porque o trauma nos EUA ainda mata em um ano 3 vezes mais do que a guerra do Vietnã. A resposta está na forma de encarar este problema, o trauma tem que ser conceituado como uma epidemia, uma doença, e não como uma fatalidade, pois muitos destes acidentes causadores de óbitos e seqüelas graves podem ser evitados, sendo o melhor remédio, o exercício da cidadania e a prevenção. E por mais que a tecnologia hospitalar e pré-hopitalar se desenvolva, nós profissionais da saúde ainda estaremos de mãos atadas, pois é no ato do trauma que ocorre a maioria das mortes e isso é independente de um bom atendimento. E enquanto o tratamento certo não for empregado em nossa sociedade, viveremos neste cenário onde nossas crianças e jovens morrem e se mutilam através do trauma.

Dr. Leandro Viotto (médico/ neurocirurgia)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Turismo para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.


          


          A Turismo Adaptado é uma empresa que trabalha para a acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida no lazer e turismo. Uma das únicas agências de viagens inclusivas e a única operadora do Brasil, a elaborar pacotes turísticos acessíveis. Pela necessidade do próprio mercado em 2010 passou a atuar como uma agência de viagens, oferecendo pacotes turísticos com infra estrutura para a pessoa com deficiência, passando a elaborar programas turísticos no Brasil, identificando a acessibilidade nos produtos e serviços turísticos
        Tem como Diretor, Ricardo Shimosakai, Bacharel em Turismo pela Universidade Anhembi Mormbi/ Laureate International Universities e atua desde 2004 no segmento de Turismo Acessível. Membro do Centro de Vida Independente Araci Nallin, Brazilian Adventure Society, SATH (Society for Accessible Travel and Hospitality), ENAT (European Network for Accessible Tourism) e IFTTA (International Forum of Travel and Tourism Advocates). Ricardo Shimosakai, foi vítima de um seqüestro relâmpago e após levar um tiro e ter sua mobilidade reduzida, quis retomar sua rotina e suas viagens que sempre lhe trouxeram muito momentos de prazer. A partir daí começou sua luta, e a vontade de espalhar esse prazer a todos.
             http://turismoadaptado.wordpress.com

sexta-feira, 10 de junho de 2011

EVENTOS EM PSICOLOGIA 2011


XXXIII Congreso Interamericano de Psicología “Por La Salud de los Pueblos: Una Psicología Comprometida con la Transformación Social

Data: 26 a 30 de Junho
Local: Medellin – Colombia
 

VII Congresso Iberoamericano de Avaliação/Evaluación Psicológica e XV Conferência Internacional Avaliação Psicológica Formas e Contextos

Data: 25 a 27 de Julho
Local: Universidade de Lisboa, Portugal
 

III Seminário Internacional de Habilidades Sociais

Data: 11, 12 E 13 de Agosto
Local:
Cidade: Taubaté – SP
Site: www.rihs.ufscar.br

quarta-feira, 8 de junho de 2011


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domingo, 6 de março de 2011

Eventos em Enfermagem ( 2011 )

5º Simpósio Internacional do PECOGI – Câncer de Fígado, Vias Biliares, Pâncreas e Tumores Neuroendócrinos.

Data: 30/09 e 01/10/2011

63º CBEn - Congresso Brasileiro de Enfermagem

Data: 03 a 06 de Outubro de 2011

14º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF)

Data: 08 a 12/08/11 
Fonte:enfermagemsaude.com.br